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Mata-borrão

Ecas
Como todas as palavras interditas, era possível verbalizá-las desde que tivessem a moldura da anedota. Lembro-me de me rir muito com aquela da senhora que vai à loja e pergunta, tem ecas? Ecas? Sim, ecas. Cu já eu tenho. Isso não tem graça nenhuma, diria a minha mãe. Creio que já se diz pouco, cuecas. Slip, boxer, calcinha ou biquini altas, tanga, fio dental, cintura descaída, licra, algodão, arrendadas, sem costura, redutoras, sunga, asa-delta, hipsters, samba-calção, long-leg, shorties. Dá outro tom às lojas da especialidade. Uma tia-avó, senhora severa e professora primária numa aldeia, contava que um ano, na sala de aula da primeira (hoje, 1º. grau), um rapazito começa a rir de forma incontrolável. Admoestado, ó menino, que é isso? O pequeno ria ainda mais. Passado algum tempo, o aluno acabou por justificar o destempero. Ó minha senhora, eu andava à précura do meu pé, précurei, précurei e encontrei-o debaixo do mê cu. O gáudio com que isto era contado, punha um brilhozinho nos o…

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