sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Poemas, de Tibulo

«Então, depois de celebrar o deus, a juventude vai estirar-se na relva,
onde cai a sombra suave de uma velha árvore,
ou vão com seus mantos estender sombrinhas envoltas
em grinaldas, e, assim coroada, ali ficará uma taça;
e cada um erguerá para si o seu festim bem alto e festivas
mesas com tufos de erva e com tufos de erva um leito.
Aqui, já bebido, o jovem há-de lançar maldições contra a amada,
que, logo depois, vai querer e desejar que fiquem sem efeito,
pois vai chorar de fúria contra ela e, já sóbrio,
jurar que tudo isso aconteceu num desvario.
Nessa tua paz, findem-se os arcos e findem-se as setas,
e reine somente na terra o Amor inofensivo.»

Poemas, de Tibulo
(trad. Carlos Ascenso André)


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