quarta-feira, 29 de junho de 2016

A Prática da Arte, de Antoni Tàpies


«A contemplação de um quadro, como ouvir música ou ler poesia, não nos exige forçosamente uma análise intelectiva das obras. O espectador já faz bastante ao consentir o impacto, ainda que de forma confusa, que a obra faz ecoar no seu espírito. A arte actua sobre toda a nossa sensibilidade e não exclusivamente sobre a inteligência.
O sentido de uma obra baseia-se sempre na possível colaboração com o espectador. Apoia-se sempre no espírito mais ou menos trabalhado daquele que a contempla. Um homem vazio de imagens, sem imaginação e sem a sensibilidade necessária para que se desencadeiem no seu interior associações de ideias e de sentimentos, não verá nada.»

A Prática da Arte, de Antoni Tàpies
(trad. Artur Guerra)

National Gallery (2014), Frederick Wiseman

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