sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Nem toda a gente é sensível a rimas internas, há até quem não saiba o que é uma rima interna e seja feliz, mas também há pessoas hiper-sensíveis a rimas internas e, entre elas, eu sou um caso de estudo. Nem toda a gente se enerva com advérbios de modo, há até quem não saiba o que é um advérbio de modo e seja feliz, mas também há pessoas hiper-sensíveis a advérbios de modo e, entre elas, eu sou um caso de estudo. Com os verbos a coisa muda de figura. Nem toda a gente é sensível a verbos, há até quem não saiba o que é um verbo e seja feliz, mas há também pessoas hiper-sensíveis a verbos e, entre elas, eu só sou um caso de estudo quando se trata da segunda pessoa do plural.
Este texto poderia seguir infinitamente em tom de brincadeira mas é um texto, para mim, seríssimo, como todos os textos em tom de brincadeira para quem os escreve. É que rimas internas, advérbios de modo e verbos fazem parte da vida de uma editora de uma forma avassaladoramente invasora. E para comprovar o que digo, coloquei nesta última frase o trio demoníaco.


Fernanda Mira Barros

1 comentário: