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Eles gostam é de burgas e fatiados

Eles gostam é de burgas e fatiados
Longe. Muito, muito longe vai o tempo dos pastores. As choças, onde dormiam, os bardos que construíam. O soro, deitado na malga dos cães, privilégio de mulheres paridas e crianças débeis, que requeijão não era hábito fazer-se. Esses cães imensos, com nome de serra, doces com o homem, bravos com os lobos, pacientes com as ovelhas.
O manto de poalha, antes de assentar nos caminhos, deixado no tropel de centenas de patas, corpos lãzudos e gregários a anunciar a manhã, a dar conta do fim do dia. Baliam mais depois da tosquia, quase por favor não olhem para nós, nesta figura. Bota-se-lhe o coalho. Os frescos hão-de ser alvos e nervosos, ainda a tremer no prato. Outros morrerão velhos, curados em tábuas de pinho cobertas de palha, esfregados com sal. Hoje de um lado, amanhã do outro, os meses a passar até a casca ser grossa e a pasta enrijecer. Alguns a lascar na faca, dentes bons para os trincar. Chegada a Páscoa, a meia-cura molengona e áspera doida pelo pão-d…

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