terça-feira, 21 de março de 2017

Folhetim Detectivesco: 3

ONDE SE FALA DE CRIMES, DE GATOS E DE SENHORAS

Dedico-me a descobrir coisas. Histórias, culpas, quadros roubados. E crimes, também os há.

E, lamento o desassossego que trago, também há crimes que nunca são descobertos. E não falo do Nelo que, na Buraca, um belo dia de sol mata o cunhado e dois amigos à porta de um café manhoso e depois na televisão aparece a irmã muito chorosa e os vizinhos a dizer que ele era uma pessoa sensível e prestável, pena aquele pecadilho de matar gente.

Não. Esses estão tramados desde o princípio. Desde que nasceram.

Vou contar uma história.

Encontrava a Mafalda em todo o lado e como ela ia a muito mais sítios do que eu, suponho que estaria mesmo em todo o lado.


Era, é, que ainda anda aí, bonita. Loira, petite, cuidada, suave. Tinha umas unhas, não sei bem dizer porquê, inquietantes. Um bocado bicudas de mais. Não me perguntem, não sei. Aquelas unhas preocupavam-me.


Não havia maledicência sobre ela, personificava o equilíbrio certo entre mosca-morta e mulher desejável para ser interessante sem ter interesse nenhum. Ah, não. Havia uma coisa. O marido, um médico mais velho do que ela, conhecido e riquíssimo, tinha alergia a gatos. E ela tinha uma gata. E adorava a gata. Kitty, chama-se a gata.


Havia algumas anedotas sobre o assunto. Recorrentes sempre que ela aparecia com um novo carro ou jóia – ui, aqueles Cartier Oriental – ou vison (gracinhas tipo-achas que matou a gata?).


Despeitados, enfim. Um dia o marido morre. Inesperadamente mas sem nada que provoque dúvidas. Trabalho a mais, whisky a mais, talvez amantes a mais, falava-se numa rapariga nova ultimamente, ai eles não medem, viagra se calhar, com um coração cansado. Puf. Out marido.


A Mafalda portou-se, como era de esperar, impecavelmente. Espantosa em cinzentos, pérolas minúsculas, óculos escuros. Passado aquele período que antes se chamava ‘de nojo’, foi reaparecendo. E foi sendo cortejada, pretendida, requestada, por uma notável quantidade de notáveis da nossa praça. Pudera, viúva (portanto ‘carente’, esta palavra desculpem, mais valia esfregar as unhas num quadro de giz, mas as coisas são como são), rica, nova e bonita.


Aos magotes. Até ela ter escolhido um. Um eleito entre todos. Como descrevê-lo? Imaginem o Tomás Palma Bravo do Delfim passados muitos anos. Cabelo branco. Engatatão. Carros todos coisos. Anel de brasão e roupa à la publicidade RL. Com toques Prince of Wales. Uma desgraça, claro. Mas a Mafalda, talvez por cansaço, escolheu-o.


Pouco tempo depois a ligação era ‘the talk of the town’. Que ele punha e dispunha. Que davam jantares todas as semanas. Que retirou de casa dela algumas peças esplêndidas para as substituir por outras, a seu gosto. Que a ridicularizava, levemente, ó muito levemente, em frente de terceiros. Por fim, que tinha feito um ultimato: – ‘Não gosto desta gata. A gata ou eu, Mafalda, tenha paciência’.


Caiu da janela do mirante, ele. A casa de férias da Mafalda, no Estoril, tinha um mirante altíssimo, sobre as rochas. Parece que estavam a fazer um jantar ‘for two’, romântico, quando a Kitty saltou para o lado de fora da janela. Assustado e prestimoso, ele debruçou-se demasiado. Puf e tal. Déjà vu.


Entre as habilidades da Mafalda, que sempre se suspeitou que tinha algumas, contava-se que, na longínqua e louca adolescência, fazia ‘coisas extraordinárias com a língua’. A dela, não falo da língua natal, tão maltratada hoje. Estamos a imaginar, mas. Tirar o anel de um dedo, atirá-lo para o lado. Um brinquedo, a gatinha, a janela sobre o precipício. O brasão do senhorito, o que disparate é este, Mafalda, essa maldita gata que venha cá.


Pois. Eu não contava isto se não houvesse testemunhas, pessoas nas quais confio, que me disseram ter a impressão, quando foram ver a Mafalda – que está cada vez mais sozinha e parece cada vez mais feliz – , que disseram, repito, que a gata, afastada das visitas, parecia brincar com qualquer coisa. Um brinquedinho de gato. Dourado. Pequeno. Assim como um anel.

Durmam bem.

terça-feira, 14 de março de 2017

Folhetim Detectivesco: 2

ONDE SE FALA DE QUARTEIRÕES E DE SEMIÓTICA

A primeira casa onde vivi fazia parte de um quarteirão.

Um quarteirão não quer dizer “temos que andar mais quilómetros para chegar aquela loja/praça/museu/exposição, estamos em sangue, por favor e se nos enfiássemos num táxi e fossemos comer, de qualquer modo estou farta de t-shirts giras, edifícios fantásticos, Caravaggios e o Van Gogh e as múmias que se lixem”.

Descrevi isto assim para dar ‘l’air du temps’.


O quarteirão onde vivi era limitado por quatro ruas, quatro filas de prédios que formavam um quadrado impecável no exterior. Tinha uma entrada, com uma chave ciosamente guardada por não sei quem. O interior eram as traseiras das casa, os locais onde se fazia o trabalho infindável, cozinhar, lavar roupa, engomar roupa, dar lanche às crianças.


E os quintais. Pelos quintais conheciam-se as pessoas. No nosso havia flores, algumas que não tornei a ver. Amores-perfeitos, gladíolos açucenas, todos fúnebres. E uma trepadeira de rosas. E árvores, que tinham o nosso nome. As minhas eram ameixoeiras e nunca comi melhores ameixas do que essas, amarelas e douradas ao sol. As outras, não quero lembrá-las agora.


Uma maria-rapaz que vive grande parte da vida dentro de um quarteirão, observa muita coisa. Talvez tenha começado aí. Eu lia empoleirada em árvores, caminhava sobre muros, passava de uns espaços para os outros, conhecia as rotinas mais do que as pessoas.


Era uma gata, a tomar todos os espaços como meus. Também aprendi a ser dissimulada. Porque, uma vez, disse ao jantar: – “ O pai da Teresinha vai casar com a Fiona, não vai?”


(‘casar’ foi amoroso, eu era uma criança. A mãe da Teresinha, a tia Eugénia, era uma doente crónica. Tudo lhe dava achaques e tudo, mas tudo, impedia que a Teresinha e o pai da Teresinha fizessem fosse o que fosse. Que ela piorava. Então, contrataram uma miss, a Fiona, uma inglesa leitosa, vagamente parecida com a Faithfull. E com vinte e quatro anos. E com umas mini-saias do caraças. E eu comecei a ver, nas corda da roupa, além das respeitáveis ‘cintas’ da mãe da Teresinha e o, pronto, ‘underware’ da Teresinha, muito parecido com o meu as cuequinhas de renda coloridas, da Fiona. Q.E.D.)


Levei uma descompostura. Duas semanas depois, o pai da Teresinha fez um bruto desfalque no banco onde sempre trabalhara pacatamente. Sumiu-se e a Fiona com ele. Deixou a mulher e a filha numa situação terrível. Mas, bem. Numa situação terrível já estava a mulher, coitadinha.

1ª Lição – Não abusem da paciência dos outros.

2ª Lição – O que é óbvio vê-se. Obviamente.

3ª Lição – Lá por seres amiga da Teresinha não quer dizer que o pai dela não seja um ladrão e um adúltero que se marimba na filha.


Estava formada. Mas tive que crescer, aos doze anos não se pode ser detective. Não se pode ser nada, de resto.


E, depois aconteceram-me coisas. Vou contar. Hoje não.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Semanário da Gata Livreira Maravilhas: 2


Maçada! Da maçada da página em branco se queixam os escritores, que bem os ouço nas suas longas lamentações existenciais aqui por casa. Seres demasiado peculiares. Tanto, que nem sempre me apetece entreabrir um olho para os observar. Só a maçada que isso seria. Nem eu preciso disso pois conheço-os pelo cheiro, por exemplo, mas reservo esse assunto para um dia menos maçador, o assunto “A que cheiram os escritores”, hum. Eu, por exemplo, sei.


Também os conheço pela forma como se entoam a si próprios e aos seus estados de alma. Pela voz, quero dizer. Que nunca alcança a poética presente na vasta gama de trinados dos nossos miados. Com a excepção ali do teatro de S. Carlos, meu vizinho cujos telhados conheço bem, posto que por ali flirtei quando era nova, nem sempre com sucesso por causa, justamente, da maçada dos ensaios. Mas como me afasto do tema!


Maçada. A mim, a página em branco não maça coisa nenhuma. Aquilo é, de todas as perspectivas, de frente, de costas ou, como dizem os humanos, de frente e verso, uma folha de papel. Por que havia uma folha de papel de me maçar? É verdade que é feita de pasta de papel e é verdade que, para existir e poder maçar a existência vocacionada para maçadas que é a dos escritores, morreram árvores. Ou seja, a página em branco, pensem comigo, a maçar alguém, maça as árvores. E muito.


Para mim, que graças aos deuses não sou escritora, excepto no devaneio destas páginas cuja brancura em nada me aflige, para mim, dizia, a maçada mais maçadora, excluindo a visita ao veterinário, é a semana que começa. Porque não há semana que não comece e isso é uma grande maçada. Todas as semanas começam. Pior: todas as semanas começam à segunda-feira. Mal acaba um domingo, não se pode respirar que logo entra a segunda-feira. Todos os domingos, sucessivamente. Sempre, sempre, sempre. Não muda nunca. Ora, se este disparate, se esta nascente de sonolência desinspirada, se esta MAÇADA não é coisa saída de cabeça humana, eu vou ali e já venho. Têm que estar sempre ocupados, sempre a inventar coisas, os humanos. Não conseguem dedicar-se à feliz arte do sono ou à clássica dança do lento espreguiçar ou aos banhos demorados sob o sol.


Isto do calendário semanal, digam-me, que sentido faz? Não poderia ser como a sequência numérica uma não-repetição-não-surpreendente-e-no-entanto-sempre-nova? Poderia. Agora, esta agoniante repetição, esta circularidade, esta maçada? Para quê? Excepto que me recorda a expressão “pescadinha de rabo na boca” e dessa eu gosto.


Por que me aborrecem as segundas-feiras? Há um bulício diferente. Os humanos aqui de casa aparecem, matinais, uns mais frescos e felizes da vida do que outros, e começam a trabalhar. Se fosse só, mas não. Desde que entram e até começarem a trabalhar dedicam-me algum do seu tempo. Como se eu gostasse disso. Como se eles me importassem. São de outra raça, de outro credo, de outra criação. Basta-me que me prestem a serventia para que foram criados. Que limpem o que está sujo, me ponham a mesa, enfim. E, principalmente, não me dêem festas a menos que eu as solicite. Porque o assunto “mãos” não é assunto menor.


As palmas das mãos humanas são, seguramente, das mais infelizes criações. Ao nível da água a ferver, por exemplo, esse tipo de desastre. Lisas, sem pelagem macia, ora frias ora quentes, muitas vezes húmidas, às vezes ressequidíssimas, as palmas das mãos humanas não chegam aos calcanhares das belas patas, fortes, bem almofadadas, de garras bem tratadas, de um felino. E dá-lhes para me passarem aquilo pelo lombo.


Ah, mas durante o fim-de-semana… quanta alegria! Os humanos cá de casa desampararam a loja, de vez em quando lá aparece um ou uma, mas maça menos. Com a livraria fechada tenho outro sossego e não preciso aguardar, como durante a semana, pela gratificação que são as minhas noites solitárias. Ao fim-de-semana o dia decorre inteiro como as minhas noites e vivo um sossego prolongado em que a luz de sol toma o lugar do luar. Humanos estrangeiros lá páram à porta para me observar, acham-me mais graça do que aos livros e têm razão porque bem graciosa sou. Nunca lhes ligo nada. Enfiam pacotinhos de açúcar pela frincha da caixa do correio, talvez porque lhes passe pela cabeça que vou rasgar aquele invólucro e comer aquele veneno. Nunca! Sou uma gata espertíssima.


Conhecem a expressão “aqui há gato”? Fui eu quem a inventou. Significa: aqui há um olhar sábio, aqui há juízo. Humanamente significa outra coisa; significa “marosca”, parece. É uma palavra cuja sonoridade me agrada. Lembra mosca.


E assim se fez outra página do meu semanário, assim dei cabo de mais uma página em branco.

Bien à vous.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Folhetim Detectivesco: 1

ONDE SE APRESENTA A AUTORA E SE FALA DE ACTIVIDADES MAIS OU MENOS APROPRIADAS.

Sou detective.

Não é uma profissão fácil quero dizer, não é fácil declará-la. Imaginem-se num jantar de semidesconhecidos, ambiente simpático, com algumas promessas de engate, algumas criaturas interessantes na mesa, alguns olhares trocados, aqueles jantares em que metade das pessoas quer sangria de champagne e a outra metade um vinho tinto decente e todos conseguem o que desejam.

Enfim, a primeiríssima parte do que desejam. Mas 1-1 é um resultado bom. Um resultado que augura outros.


E quando todos acertaram – ah, a mão invisível! – em tratar-se por ‘tu’ ou por ‘você’, quando conhecidos e primos comuns já foram desentocados, mas não em demasia, para não perder a graça, quase antes da fase de se tomar partido por alguma ninharia e das afinidades electivas se construírem em formas mais concretas, aparece a pergunta fatal. ‘E então, o que é que faz?’. Uma tragédia, isto que fazemos definir-nos. Por outro lado dá origem a respostas engraçadíssimas, quando saímos fora do: – ‘estou entre projectos’, ‘ajudo o meu marido no nosso negócio de imobiliária’, ‘escrevo’ ou ‘trabalho com a bolsa de valores’.


Agora imaginem: – ‘Sou detective’. Tau!


Porque ninguém pensa no Poirot ou na Miss Marple. Pensam no IRS, na ASAE. Em contabilidade criativa. Pensam no motel onde, sem dar por isso, a semana passada… Pensam nos pecadilhos. Em pensões de alimentos, em vidas das quais fugiram, mas que pairam sobre eles. Pensam em coisas más. Pecados antigos. Longas sombras. Às vezes, em coisas mesmo muito más.


Por isso nunca respondo. Sorrio. Bebo um gole da mistela que me calhou em sorte. Digo que labuto em coisas de família, ou que faço traduções, ou que estou a escrever, mas para a gaveta… Ou pura e simplesmente que sou rica-esta é desconcertante. Deixo suspeitas, ‘teúda e manteúda’? (ai estas expressões...), aventureirinha? Forrada de dinheiro, seja ele de família ou de uma bela pensão de divórcio? Habilidosa da vida, das que vão arranjando vagos tachos a reboque de políticos? Seja o que for, tudo tem que ser leve. E nunca, por nunca, posso deixar que suspeitem da verdade.


Ah porque. Não tinha dito? Sou mulher. Uma mulher-detective.


Existe coisa pior? Por acaso existem várias e mesmo nós somos mais do que pensam. E não, não pertenço a nenhuma polícia. Sou mesmo como o Marlowe. Private-eye.


O bom da profissão é ser tão divertida. O mal da profissão é ser tão divertida. Como uma linha de coca boa. Não há nada que vicie mais, que nos agarre mais do que o desejo de saber.


Fora isso moro neste hotel. Que foi um achado. Quarto e sala. Na vida tenho dois gatos e algumas outras personagens que irei apresentando.


Chamo-me Ana. Parece-me bem. O mais famoso biombo. Ana O.

sábado, 4 de março de 2017

Semanário da Gata Livreira Maravilhas: 1


Era pequenina, por isso não sei ao certo como aqui vim parar, mas sei onde aqui guardam os rolos de papel branco dito “higiénico” onde, nos primeiros tempos, eu afiava as minhas unhas. A minha casa natural é o mundo, para abreviar esta conversa sobre o espaço em que me movo. Os humanos, porém, com as suas afeições geradoras de medos geradores de privações, entenderam confinar-me a estes quatro andares edificados, contando com o rés-do-chão. Conheço todos os degraus, são o meu ginásio privado. Não me deixam sair para a rua e quando alcanço essa proeza, desesperam com Ais Jesus. Afligem-se muito. Quem o Jesus dos ais é eu não sei, mas em contrapartida sei o que é atum, e estamos conversados.


(Minto. Sei quem o Jesus é. É o Cristo. Vem nas letras da capa do livro que um homem alto, bem-parecido, comprou na quinta-feira, “Voltar a falar de Jesus Cristo”. Um livro bom porque cá em casa os livros são sempre bons. Bons e bonitos. Especialmente bons. Saborosos. Mas já me deixei disso, estou de dieta.)


De que me serve gostar da calçada à portuguesa ou da sombra fresca, qual a das catedrais em dias de canícula, que os lugares debaixo dos carros estacionados aqui em frente proporcionam? Ou de que me serve o calor que os motores libertam nos dias mais gelados? Ou de que me serve a desafiadora presença dos telhados da baixa lisboeta que observo das janelas da salinha do quarto andar? Adivinharam: de nada. Estou confinada, aprisionada. Habito este edifício velho tornado novo por arquitectos notáveis. As obras não são do meu tempo, o que não significa que eu seja nova. Sou, aliás, gata velha. Mas velhos, como sabemos, são os trapos.


Prefiro o rés-do-chão apesar das visitas frequentes dos humanos. São das espécies mais maçadoras que conheço. Piores que os humanos só mesmo os cães e os donos dos cães. Tormento de criaturas. Prefiro o rés-do-chão, ainda assim, e no rés-do-chão prefiro o mezanino pois é de lá que enxergo a passagem das horas.


Tenho manhas de poeta, ou não vivesse numa livraria. Com isto da “passagem das horas” quero dizer os que frequentam a minha casa. Alguns a medo. Imponho respeito. Sou negra, sedosa, os meus olhos verdes encandeiam os homens como os da Joaninha. (Esse livro não sei se o tenho cá, mas adiante.) O meu nome é Maravilhas, a minha profissão: livreira.


Virei semanalmente escrever as minhas memórias, se houver quem as leia. De outra forma, para quê? E quando digo “semanalmente” significo “semanalmente ou coisa que o valha”. Nem sempre estou de maré. Há aborrecimentos, muitos cheiros no ar, muita preguiça. E há o bom que é dormir, também.


Peço-vos atenção. As minhas memórias mudarão o mundo, ainda que haja um cão russo que já tenha escrito as dele, e um nariz, entre muita outra gente. Mas as minhas serão melhores, primeiro porque são minhas, depois porque tem dias em que tenho manhas de poeta e tem dias em que tenho manhas de outros géneros. Dotada sou, e multifacetada. Ademais, ronrono maravilhosamente. Sou a Maria Callas das gatas, em suma.

Bien a vous.

sexta-feira, 3 de março de 2017

O blogue Cotovia reabre portas!


Atentai, leitoras e leitores!
O blogue Cotovia reabre portas!
É entrar, é entrar!

Contamos com um Folhetim Detectivesco de autoria anónima, saga semanal de grande interesse e fascínio.

Contamos com o Semanário da Livreira Gata Maravilhas, reflexões de uma gata habitante de uma casa com nome de pássaro. Hummmm.

Contamos com o Anedotário de uma Editora, onde, numa salada de ficção e realidade, se fala do que acontece dentro de portas -- a história do estrangeiro que a quis gratificar com uma nota de cem dólares ou a do autor que vomitou sobre as provas ou as conversas sobre doutores com a empregada da limpeza.

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